Sinais cerebrais abrem uma nova era para a publicidade

Cérebro propaganda eegAs empresas em um futuro próximo serão capazes de testar a reação do público aos anúncios, música e filmes antes de serem veiculados, monitorando os sinais cerebrais de um grupo seleto de pesquisa.

Essa é a afirmação dos psicólogos que acabaram de divulgar o resultado de um conjunto de experimentos nos chamados sinais neurais.
A ideia é que através da leitura da atividade do cérebro em apenas alguns indivíduos que assistem a um programa comercial de teste ou TV, poderá se prever como um público mais amplo também irá reagir a ela.

O mesmo método também pode ser aplicado para testar ideias políticas em grupos focais.

Segundo artigo publicado na revista Nature Communications, uma equipe liderada por Jacek Dmochowski na Universidade de Stanford, na Califórnia formou um grupo de 16 voluntários com idades entre 19 e 32 anos e os convidou para assistir TV com os seus sinais cerebrais monitorados e registrados.

Eles assistiram o episódio de estreia de 2010 da popular série de TV “The Walking Dead” e um conjunto de anúncios publicitários, que foi ao ar durante a exibição de jogos do Super Bowl em 2012 e 2013.

Os voluntários usaram sensores de eletroencefalografia (EEG) para monitorar a atividade elétrica em várias partes do cérebro.
Eles também foram escaneados por ressonância magnética funcional (fMRI), que mapeia a atividade cerebral através da identificação do fluxo sanguíneo cerebral.

O que surgiu foi uma forte correlação no padrão de sinais, mostrando que os indivíduos estavam todos focados no que viam.
Claro que, o fato de alguém se concentrar em algo,  não necessariamente revela se gostou ou não gostou.
Mas os experimentos com os anúncios do Super Bowl ofereceram uma pista útil.TV Time
Comerciais extremamente caros no Super Bowl são geralmente acompanhados de muita pesquisa para ver se os anúncios foram um sucesso com o público ou não.
“No estudo Super Bowl, observou-se uma forte relação entre a quantidade de acordo neural em nossa amostra e o índice de popularidade de um determinado anúncio”, disse Dmochowski à AFP.

“Isso nos diz que, em geral, os estímulos que nos agradam são experimentados da mesma forma tanto em nosso cérebro como no dos outros.”

Depois de ser afinado, a sinalização neural poderia ser uma ferramenta útil para predizer a resposta da audiência, disse Dmochowski.
A técnica de marketing comum hoje em dia é experimentar um protótipo do produto ou ideia nova – inclusive política – em um painel escolhido para representar o público que será o alvo.

A falha, porém, é que as respostas individuais podem ser distorcidas por, habilidades verbais pobres ou pressão do grupo.
“As empresas de marketing provavelmente serão as primeiras a adotar esta tecnologia, já que, neste domínio, mesmo uma pequena margem de previsão pode se traduzir em grande valor”, disse Dmochowski.

“É possível que os grupos focais que assistem novos anúncios em pesquisas, em breve incluam medições dos sinais cerebrais, além dos subjetivos auto-relatos.”

Ele acrescentou: “Ainda outra possibilidade é a produção de música, onde várias versões de uma música em particular podem ser avaliadas através da medição das respostas neurais de um grupo de ouvintes.

“Em geral, qualquer aplicação em que se busca para prever a resposta da população a alguns conteúdos poderia se beneficiar do método.” Finalizou Dmochowski.

Fontes: AFP, Exame, I net, New Communications, biz

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